Ela tem 39 anos, duas filhas e marido, mas queria ganhar a fantasia de coelinha. Tirou a roupa com classe, pediu o mínimo de retoque e já se arrependeu, apesar de só ter vergonha do porteiro. Fernanda Young é a capa da edição de novembro da revista Playboy.

É, a revista é masculina, as mulheres estão peladas. Não, não vou descer a lenha na irritada Fernanda, nem criticar todas as mulheres que resolveram exibir seus corpos mundo afora, de fora pra dentro. Elas ganham uma grana absurda pra fazer isso, muitas gostam da nudez, outras consideram arte, e tem quem queira ser eternizada por vender mais exemplares que a “gostosa” anterior. E o ser humano é livre pra fazer o que bem lhe apetece. Se escancara o que Deus ou a ciência lhe deu, é porque quis assim. Não somos ninguém pra julgar ninguém, no final das contas.

Das poucas fotos que vi do ensaio da Young gostei de todas. Está bonita, com suas sardas e tatuagens a mostra, com a perna fina, fora do esteriótipo de mulher brasileira perfeita que a sociedade idealiza. Por sua coragem, bom gosto e intelecto – e isso não vai mudar só porque ela está nua em revistas – Fernanda Young ganha o post de hoje no Gonzada.

E você, o que acha? Fernanda deu uma boa capa da Playboy? Esse tipo de nudez é artística?

“Havia alguns que me achavam difícil e agressivo. Mas eles me entenderam errado. Poucos deles sabiam a razão pela qual eu era daquele jeito. Não foi escolha minha afastar-me da sociedade e ter que viver sozinho. Como alguém que houvesse sido banido.”

