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Ela tem 39 anos, duas filhas e marido, mas queria ganhar a fantasia de coelinha. Tirou a roupa com classe, pediu o mínimo de retoque e já se arrependeu, apesar de só ter vergonha do porteiro. Fernanda Young é a capa da edição de novembro da revista Playboy.

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É, a revista é masculina, as mulheres estão peladas. Não, não vou descer a lenha na irritada Fernanda, nem criticar todas as mulheres que resolveram exibir seus corpos mundo afora, de fora pra dentro. Elas ganham uma grana absurda pra fazer isso, muitas gostam da nudez, outras consideram arte, e tem quem queira ser eternizada por vender mais exemplares que a “gostosa” anterior. E o ser humano é livre pra fazer o que bem lhe apetece. Se escancara o que Deus ou a ciência lhe deu, é porque quis assim. Não somos ninguém pra julgar ninguém, no final das contas.

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Das poucas fotos que vi do ensaio da Young gostei de todas. Está bonita, com suas sardas e tatuagens a mostra, com a perna fina, fora do esteriótipo de mulher brasileira perfeita que a sociedade idealiza. Por sua coragem, bom gosto e intelecto – e isso não vai mudar só porque ela está nua em revistas – Fernanda Young ganha o post de hoje no Gonzada.

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E você, o que acha? Fernanda deu uma boa capa da Playboy? Esse tipo de nudez é artística?

POETA VENCEDOR (concurso)

Demorou, mas cá estamos para anunciar a melhor poesia do primeiro Concurso Gonzada de poesia livre. Pra compensar a demora, porque de enrolação já bastam as aulas do Tavares, vamos ao vencedor: Mayara Ziroldo (que deve ser neta do Ziraldo), com Ciranda. Segue a poesia:

Ciranda

Bola, corda, pião. Crianças brincam no chão… Agora não! Faca, revolver, canhão. A busca pelo sim, o medo do não. A busca do poder como se fosse um pão. Amanhecido, duro, como a realidade, como a vida realmente é. Seca, dura, difícil de engolir. Fazer o quê? Quando? Agora! Agora? Corre, pula, grita, atira, fere, cai. Silêncio. Sirene. Sina… Sobe! O morro, o muro, a queda o chão. A vida agora passa diante dos olhos como se fosse um vagão. Ainda não! Levanta, sacode, transpira, explode. Corre, pára, indaga: fico? Vou? Vou! Se ficar, Mariazinha também fica, sem pai. Sem pai, sem pátria, sem vergonha! Por quê? Piolho anda pela cabeça dos outros. Barulho. Vagabundo! Foge, senta, na mesa, na mesma, disfarça. Refaça, covarde! A esquina, o carro. E agora? Para os fundos… Do poço. Depressa, me viram, se vira, sirene, silêncio, seguro. Ufa… Parado! Tremem as mãos. Na cabeça, nas costas, nas algemas. Camburão. Bola, corda pião. Crianças desenhadas no chão, na parede, no teto, no vão.

Nossos votos:

Desirée
1 – Poema colorido
2 – Na noite
Letícia
1 – Se construa
2 – Matei sua mãe a machadadas
Luciana
1 – Um simples olhar
2 – Carta a Ramon Vinyies
Marina
1 – Ciranda
2 – Carta a Ramon Vinyies
Vitor
1 – Ciranda
2 – Matei sua mãe a machadadas
Eu (Marceleza e lindo como sempre)
1 – Ciranda
2 – Carta a Ramon Vinyies

Obs.: Mayara, entre em contato comigo para podermos realizar a entrega do prêmio. Meu e-mail é maximus.marcelo@gmail.com e meu MSN é marcelo.marceleza@hotmail.com; um beijo e parabéns pelo primeiro lugar!

Do bom e velho.

Eu sei que este é o terceiro post consecutivo sobre música, mas há tempos não escutava algo que me desse vontade de escrever.

Passei uma semana em Porto Alegre nas férias de julho – quando elas ainda eram férias férias, não férias suínas. Um frio desgraçado, mas não tem problema, eram dias frios de céu azul. Não conhecia a cidade e me apaixonei de cara. As pessoas, os lugares, o centro, os bares. Enquanto vemos espalhados por Londrina cartazes de shows sertanejos e no máximo, bandas cover que nem sempre são boas, em POA só dá cartaz de show de rock. Rock do bom e velho, sem essas modernidades afrescalhadas que andam inventando por aí.

Passeando num domingo na Redenção (lá eles têm uma cultura muito forte de passar o dia nos parques) e indo almoçar na Lancheria do Parque, não é difícil encontrar algum dos caras da banda que tocou no bar que você foi na noite passada, seja banda cover ou Cachorro Grande.

Em um desses dias frios em Porto Alegre, meu cunhado – porto alegrense nato, que toma chimarrão aos domingos no parque e não perde um jogo do Grêmio – me apresentou uma banda. Enquanto eu me encapotava pra sair de casa, ele colocou pra tocar essa música, Casa Abandonada:

Achei legal, mas nem liguei muito na hora. Depois vi que os caras da Casa Abandonada, a banda Pública, ganharam o prêmio de rock alternativo no VMB. Mesmo depois disso, não escutei muito mais o som deles, mas fiquei feliz pelo prêmio, porque é raro coisa boa ganhar. Na semana passada, eu achei aqui os dois cds da Pública que eu tinha baixado – a saber, Polaris, de 2006 e Como Num Filme Sem Fim, deste ano mesmo. É só o que eu tenho escutado no repeat, o dia todo.

Pra ser bem, mas bem sincera mesmo, eu tenho um pouco de preguiça do rock nacional atualmente. Ou é aquele jabá puro, sempre a mesma coisa, ou as bandas que não têm tanta visibilidade, e aí você tem que ir pulando de myspace em myspace e eu particularmente não tenho vocação pra caçar bandas pra ouvir. Acho mais legal quando as músicas caem no meu colo e, por algum motivo, chamam atenção.

Quando eu sentei pra ouvir Pública de verdade, uma coisa me chamou atenção: as letras não são aquelas coisas de sempre, sobre tudo aquilo de sempre, daquele mesmo jeito que todo mundo já cansou de cantarolar. E por isso vale. Não entendo nada de música, mas recomendo. E pensar que eu perdi um show porque a UEL não avisou antes que as férias iam durar mais uma semana.

Ainda não decidi a minha preferida, mas hoje é  Long Plays. Amanhã eu não sei.

Baba, baby

Tem sempre muita coisa boa aparecendo no Brasil quando o assunto é música, né?(vide post anterior)?E muita coisa ruim também, como sabemos. Mas hoje, continuaremos falando de coisas boas.

 

Maria Gadú

 

 

Maria Gadú é paulistana radicada no Rio, tem 22 anos e compõe desde os 10. A música Shimbalaiê, que foi parar na novela das 9, é dessa época. A cantora tem sido apresentada como a “revelação da MPB“, e lançou CD em julho desse ano pela Slap, selo de novos artistas da Som Livre.

Dentre as 13 faixas do CD, 9 são autorais de Gadú. E tenho (muita) dificuldade em apontar a que eu mais gosto. Cometeria injustiça se falasse de uma só. Altar particular, Linda Rosa, Laranja e Bela Flor são lindas, lindas. Ah, Dona Cila também. Emociona, sabe? Música da boa. A voz de Gadú, a melodia… Não consigo estabelecer comparações. É diferente, é bom, e vicia.

A surpresa fica pra última música. A 13. Justo a 13. Você começa a ouvir, identificar a letra e… Pera aí! Isso é.. Kelly Key??

Acreditem. Maria Gadú tem talento. Muito talento. Porque para transformar Baba Baby em música boa, gostosa de se ouvir… Haja capacidade, né? Tá, eu sei, você não tá acreditando, né? Então tá, veja ouça você mesmo:

 

 

Gostou da voz da menina? Posso recomendar que você assista outro vídeo, então? Posso?

 

 

Babababababababy babababababababy…

E bora reanimar o Gonzada, pessoas.

 

Esse calor absurdo que domina Londrina torna o dia propício para uma retomada. Não, não esquecemos o Gonzada. Muito pelo contrário. Ficamos pensando durante muito tempo em como torná-lo atrativo, querido e bem visto como antes (ou não!). Por isso, venho anunciar que estamos de volta, que as atualizações vão voltar a ser diárias, e que vamos tentar inovar – como no lance da Tequila pra melhor poesia, que vai rolar mesmo, não é lenda!

Eu poderia discutir o caso machista-falso-moralista da menina da Uniban, a morte do Lévi-Strauss, por quem eu tinha forte apreço,  a liderança perigosa do Verdão, o Xuxa queimando as boas lembranças da carreira na Fazenda 2 e qualquer outro assunto “em alta”, mas não vou fazer nada disso. Vou dar uma dica, porque gosto delas:

Roberta Sá e Lenine em uma música quente como a temperatura atual. Pra quem não conhecia a cantora, vale a pena. Amanhã tem mais música no Gonzada. As novidades vão surgir: aguarde!

Aproveitando essa vibe cinematográfica…

Na verdade, não tenho muitas palavras agora, não.

Mas esse curta metragem,  do Heroes for Zeroes , mostra tudo em 2 minutos e 8 segundos.

 

Porque a vingança vem de jegue.

Tudo que vai, volta?

 

banner beethoven“Havia alguns que me achavam difícil e agressivo. Mas eles me entenderam errado. Poucos deles sabiam a razão pela qual eu era daquele jeito. Não foi escolha minha afastar-me da sociedade e ter que viver sozinho. Como alguém que houvesse sido banido.”

Já postei sobre filmes e caiu feito pluma a criação do gonzomovie. Dessa vez a proposta é diferente e pretende tratar de documentários que vez ou outra fazem diferença na minha e na vida das pessoas: nasce o gonzodoc. Para estrear, nada mais justo que trazer a vocês um dos maiores gênios e considerado pelo maestro alemão Bülow como um dos três Bs da música (ao lado de Bach e Brahms): Beethoven. The Genius of Beethoven foi produzido em 2005 pela BBC e a proposta foi a de reunir atores para dar vida a documentos e rascunhos históricos que adormeceram com o corpo do compositor e pianista.

Falar do documentário é falar da vida de Beethoven. Ainda criança só resistiu às inúmeras horas de estudos forçados e ao alcoolismo do pai porque o instrumento do seu esforço, o piano, compensava qualquer tipo de sofrimento. Uma infância infeliz e a ruína do pai colocaram no caminho do jovem os primeiros traços de angústia e tristeza que mais tarde continuariam a escrever sua vida. Aos dez anos de idade Beethoven já executava todo o repertório de Bach e seu notável talento o levou mais tarde à Viena para orientar-se com Joseph Haydn.

Cercado por luxo e admiração, apaixonava-se com facilidade por mulheres que viam em sua música, e não nele próprio, paixão e atração. Eram frequentes suas frustrações amorosas e crescente o repúdio pela imagem refletida no espelho. Problema maior estava para surgir quando aos vinte e seis anos de idade notou os primeiros sintomas da surdez. Consultou-se com médicos de maior prestígio e realizou inúmeros tratamentos, todos em vão.

Foi quando sua audição estava quase toda deteriorada que Beethoven – sob a cega luz de renascimento e alegria – adaptou “Ode à Alegria”, de Friedrich Schiller, e compôs uma de suas maiores e mais aclamadas obras primas: a 9ª Sinfonia. Uma história de tragédia, cinza e renascer são as tintas que pintam desordenadamente, num quadro, rosto e vida do compositor que é, eu diria, brilhantemente reconstruído e analisado neste documentário da BBC. Este é o meu final feliz e não existe ode mais justo à alegria que o que vos segue em sua composição original:

Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até à morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!

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Paz a todos e um excelente final de semana.

Twin Brothers

A polícia divulgou o retrato falado do assassino do líder da banda AfroReggae. A imagem saiu no Terra e em diversos sites de notícia pela internet afora:

Foto: Ascom Polícia Civil RJ/Divulgação

Foto: Ascom Polícia Civil RJ/Divulgação

Engraçado, o meliante tem um rosto um tanto quanto familiar…

Barack Obama

Piadinha de firma inspirada nos dotes humorísticos de @nate_monaco.

Inscrições finalizadas

Hoje foi o último dia de inscrição para o primeiro Concurso Gonzada de poesia livre e tenho a honra (tanto quanto certa tristeza) de dizer que tivemos apenas 8 inscritos. A garrafa de tequila José Cuervo, no entanto, ainda está valendo como prêmio e o problema é de quem morgou e não teve coragem de se inscrever. De agora em diante daremos início ao processo de seleção para determinar o melhor poeta deste concurso.

Um beijo a todos.

E não é que vazou?

Desde às duas da tarde de hoje eu estou com wmp na repetição do CD mais esperado de minha vida juvenil. É a primeira vez que eu espero um CD, pra ser bem sincera. E esse CD é o Phrazes for the Young, o primeiro álbum solo de Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes, que vazou hoje de manhã para o deleite da galera.

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Bom, eu não entendo a técnica da coisa então não vou me atrever a comentar sobre os sintetizadores e afins, só posso afirmar que é realmente MUITO bom. Não digo só como fã aloka e alienada, é bom mesmo. São apenas 8 músicas muito bem trabalhas, letras bonitas (como Glass e Tourist), algumas bem felizes para ouvir em festinhas também juvenis (como o hit 11th Dimension) e outros chicletes mentais (como River of Brakelights e Out of the Blue).

Fui mostrando o CD ao longo do dia para várias pessoas. E, entre “preguiçoso”, “igual ao David Bowie”, “Julian, saia dos anos 80″ e “elétrico”, não ouvi nada mais negativo que isso. Em resumo, a maioria dos meus amigos bem nutridos e educados achou interessante e diferente dos Strokes – o que é legal, sinal que (meu) amado Julian sabe botar pra foder. Por último eu só posso acrescentar que é um CD para ouvir assim várias vezes, sem cansar, e que passa essa alegria nada sóbria do Mr. Casablancas.

Para que vocês possam concluir por si próprios, o download está disponível aqui ou em outras opções nesse tópico da comunidade do Julian Casablancas. Ainda na comunidade o pessoal está sendo superbacana, como diria o estimado Marceleza, e botando as letras e mais links alternativos nesse outro tópico.

Enfim, baixem, ouçam, dêem suas opiniões, sejam felizes e comprem o CD original no dia 3 de novembro. Comprem para mim também.

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