Por Vitor Oshiro
Ontem retornei para minha a cidade natal (Pirajuí – a Holywood brasileira). A viagem foi sussa, porque descolei uma caroninha esperta e o papo foi bem agradável (sim, o cara era corinthiano…). Mas, isso me fez refletir sobre uma coisa bastante pertinente. Comecei a pensar que se o inferno existe ele tem um nome: viagem de ônibus.
No ônibus nada nunca dá certo. Se ele tiver ar-condicionado, o ar estará quebrado. Se ele não tiver ar-condicionado, a janela estará quebrada. Se a janela não estiver quebrada, o menininho da frente vomitará e cairá uns seis grãos de arroz na sua cara.
No ônibus as conversas nunca são interessantes. Se a pessoa é da sua idade e do sexo diferente, ela dará em cima de você. Se a pessoa é da sua idade e do mesmo sexo, ela com certeza dará em cima de você. Se a pessoa é idosa, ela vai querer conversar, puxar seu fone de mp3 (ah… por mais pilhas que você tenha em seu mp3, ela sempre acabam…) e vai contar a trajetória de toda a família. Se for um bebê, então, sem comentários.
No ônibus os percursos se triplicam. Se a viagem dura 3 horas, no ônibus ela será feita em 9. Se o ônibus passar filme, o filme será “Família Buscapé”. Se o ônibus tiver aquela “paradinha” para um lanche, com certeza absoluta, aquele maldito menino que vomitou o arroz do começo desse post vai comprar aquele Cheetos Bola de queijo e você vai olhar para o lado pensando “ai, este meu vizinho peidou”, enquanto ele estará pensando o mesmo de você. Se o ônibus não quebrar, ele não será um ônibus!
E se o ônibus é o inferno, com certeza a rodoviária é o purgatório. Lá você se acerta com Deus de todos os seus pecados. Você chega e não tem carrinho de bagagem. V ocê pede um suco com 6 horas de antecedência e ele chega 2min53s antes do seu ônibus sair. Você encontra aquelas pessoas chatas e sem assunto que você não quer encontrar. Você é enganado 16 vezes por ônibus que chegam no horário do seu, param na plataforma do seu, tem o mesmo destino que o seu, são da mesma companhia que o seu, mas nunca é o seu!
Por isso, minha gente, quando planejar uma viagem, esqueça o bronzeador, suas roupas preferidas, seu jet-ski, sua boneca-infláv… (opa). Lembre-se somente de arrumar uma carona. Isso sim pode ser a diferença entre um agradável passeio e uma viagem infernal!
Na verdade a minha sina sempre foi idoso sentar ao meu lado. “Graças” a Deus esse costuma ser o meu único problema, haha.
Eu que sei o que é viajar para o Paraguai de ônibus, a viagem que de carro dura 6 horas passa a gastar mais de 12 horas do meu dia..
As piores até agora foi aguentar um velho querendo abusar do meu corpinho e um cara muito suspenso que ficava de olho no meu notebook..